Início › A Charola

A Charola: o oratório redondo dos Templários de 1160, de dezasseis lados, e pensado como sendo modelado a partir de um edifício em Jerusalém

A resposta curta: a Charola é a igreja redonda no coração do Convento de Cristo, construída pelos Cavaleiros Templários a partir de 1160 como seu oratório. O seu plano é um polígono de dezasseis lados que envolve um núcleo octogonal com um deambulatório à volta, e a UNESCO considera-a uma das típicas rotundas da arquitetura templária “das quais poucos exemplares ainda existem na Europa”. O que serviu de modelo é disputado. O Santo Sepulcro e a Cúpula da Rocha são ambos propostos, nenhum documento medieval regista a intenção dos construtores, e esta página não escolherá um.
O que éO oratório dos Templários
Início1160
PlantaDezasseis lados, núcleo octogonal
Dentro do octógonoUm deambulatório
ModeloDisputado – ver abaixo
Rotundas como estaPoucas sobrevivem na Europa

Onde está

A descrição da UNESCO é a mais precisa e breve descrição da sala e vale a pena tê-la à frente: uma “rotunda do século XII, Oratório dos Templários… baseada num plano poligonal de 16 tramos incluindo um coro octogonal com deambulatório”. Três outras fontes concordam independentemente sobre a forma — a enciclopédia cultural portuguesa chama-lhe “feito em forma de um polígono de dezasseis lados”, e a Wikipédia portuguesa descreve uma parede exterior que “se desdobra em dezasseis faces” em torno de um octógono central.

Quatro fontes a concordarem num facto geométrico é praticamente o máximo de solidez que este site alcança, por isso a forma não é uma das coisas em disputa aqui. Quase tudo o resto sobre a Charola está.

A pintura, e por que razão tem este aspeto

A Charola não é uma simples estrutura românica. Foi decorada quando a ordem que a herdou era rica, e a UNESCO afirma-o claramente: o convento “tornou-se a sede da Ordem de Cristo em Portugal e a decoração da rotunda reflete a riqueza da Ordem”. O que se vê é descrito como “pinturas e frescos representando principalmente cenas bíblicas do século XVI, bem como a estatuária dourada sob a cúpula bizantina”, tudo cuidadosamente restaurado.

Esta frase contém todo o argumento de que trata este site. Um oratório templário do século XII com decoração do século XVI paga pela ordem que assumiu os seus castelos é continuidade ou sucessão, dependendo do historiador que se pergunte (o argumento, ambos os lados).

A disputa: Santo Sepulcro ou Cúpula da Rocha?

Esta é a maior discordância atual sobre o edifício, e os relatos populares resolvem-na silenciosamente na direção que melhor serve a história que estão a contar. Eis o estado real das fontes.

Quem o dizO que dizem que copiaQue tipo de afirmação é
UNESCORotunda do Santo Sepulcro em Jerusalém“influenciada por” – inferência, não um documento
O operador, Museus e Monumentos de PortugalO Santo SepulcroO seu modelo, afirmado claramente
Património Cultural e a câmara municipalO Santo Sepulcro“inspirada em”, “aludindo a”
e-culturaA Cúpula da RochaNomeado como protótipo
Wikipedia, inglêsAmbos, nomeados em conjuntoEstruturas redondas em Jerusalém, sem ordem
Wikipédia, portuguesaAmbos, como probabilidadesExplicitamente “prováveis”

Seis fontes, três respostas. Nenhuma delas apresenta um documento medieval em que alguém diga “construam-na como aquela”.

Portanto, a frase honesta, e a que este site usa em toda a parte, é pensada como sendo modelada a partir de. A forma de dezasseis lados e a sua pertença à família das igrejas templárias redondas estão documentadas. Qual o edifício de Jerusalém que copia é uma inferência retirada da arquitetura por pessoas que a observaram séculos mais tarde, e as pessoas que fazem a inferência não concordam.

Dica de iniciado

A teoria da Cúpula da Rocha é mais interessante do que parece à primeira vista, e é também a mais frequentemente deturpada. Os europeus medievais identificavam a Cúpula da Rocha com o Templo de Salomão, e os Templários recebem o nome do Templo. Essa ligação é real — mas está a ser feita por escritores modernos, não por uma fonte medieval, e uma página que a apresenta como o raciocínio dos próprios construtores está a pôr palavras na boca de pessoas do século XII.

Quando foi construída, e o intervalo de quarenta anos no meio

A Charola é geralmente datada de cerca de 1160 até cerca de meados do século seguinte, construída em duas fases com um hiato de aproximadamente quarenta anos entre elas. A primeira fase românica vai desde a fundação até à década de 1190; a segunda pertence ao segundo quartel do século XIII. A interrupção é atribuída às guerras almóadas, e há um acontecimento marcante no meio: Tomar foi cercada durante cinco dias durante a campanha almóada da década de 1190.

Esta é a evidência física do que este castelo realmente era. Não era um mosteiro que por acaso tinha muralhas. Era uma fortaleza de fronteira com um oratório no seu interior, e a construção parou quando a fronteira chegou (a Reconquista, e quem construiu isto).

Restos de calcário e pó de pedra num banco de madeira gasto
Aparas de calcário, fotografadas para este site. Não é pedra da Charola: uma imagem do material, porque nenhuma imagem gerada neste site pode substituir o próprio edifício.

Como observá-la, por alguém que vê as pessoas tentarem

Percorra o deambulatório todo antes de olhar para algo em particular. A sala foi concebida para ser percorrida em círculo, não para ser encarada de frente, e as pessoas que se plantam em frente ao primeiro painel pintado que encontram nunca percebem por que razão o espaço transmite a sensação que transmite. Depois, olhe para cima. Depois, e esta é a parte que os visitantes saltam, percorra a ligação à nave manuelina e volte para trás — desse lado consegue ver que a igreja redonda já foi um edifício completo por si só e que a nave foi enxertada nela (o percurso completo).

Ver datas para uma visita guiada
Cancelamento gratuito até 24 horas antes da partida na maioria das visitas — reserve agora, decida depois.

Seguinte: a janela na parede exterior, quem construiu isto e porquê, e os oito claustros.

Perguntas frequentes

O que é a Charola em Tomar?

A igreja redonda no centro do Convento de Cristo, construída pelos Cavaleiros Templários como seu oratório a partir de 1160. O seu plano é um polígono de dezasseis lados que envolve um núcleo octogonal com um deambulatório, e é uma das poucas igrejas templárias redondas ainda de pé na Europa.

Em que é que a Charola foi modelada?

Isso é genuinamente disputado. A UNESCO, o operador, o Património Cultural e a câmara municipal dizem que foi no Santo Sepulcro em Jerusalém; a e-cultura diz que foi na Cúpula da Rocha; ambas as Wikipédias mencionam ambos. Nenhum documento medieval regista a intenção dos construtores, por isso todas as versões são inferências a partir da arquitetura.

Porque é que a Charola é redonda?

Porque as igrejas redondas eram uma forma templária, associada aos edifícios redondos de Jerusalém que os cruzados conheciam. A UNESCO chama à Charola uma das típicas rotundas da arquitetura templária, das quais poucos exemplares sobrevivem na Europa. A razão específica dessa forma é onde as fontes começam a discordar.

Quantos lados tem a Charola?

Dezasseis no exterior, em torno de um núcleo octogonal com um deambulatório entre eles. A UNESCO descreve um plano poligonal de 16 tramos, incluindo um coro octogonal; três outras fontes referem os mesmos dezasseis de forma independente, o que faz desta geometria uma das poucas coisas aqui sobre as quais ninguém discute.

A Charola é o mesmo que o Convento de Cristo?

Não — é a parte mais antiga do mesmo. Os Templários construíram a oratória redonda; ao longo dos séculos, foram acrescentados claustros, alas e uma igreja manuelina em redor e sobre ela, e todo o complexo é o Convento de Cristo. Passa-se diretamente da Charola para a nave do século XVI.

Pode entrar-se na Charola?

Sim, é a peça central da visita e está incluída no bilhete normal. Partes do resto do monumento são periodicamente encerradas para trabalhos de conservação, por isso verifique a página do próprio operador antes de viajar para ver uma sala específica.